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O Safari Chinês

África deixou de ser um continente à deriva. O interesse da China pelas suas matérias-primas mudou as regras do jogo. Daí que o continente negro conheça actualmente um crescimento sem precedentes e volte a suscitar todas as cobiças. Desta vez, as centenas de milhares de chineses que para lá se precipitam levam já bastante avanço. Seduzem os ditadores ao investirem sem falar em democracia e seduzem os povos porque constroem estradas e barragens.
Deixar-se-ão os ocidentais, e em particular a Europa, ultrapassar? Quais as consequências ecológicas desta nova corrida ao ouro? De que modo reagem os africanos? E como está a decorrer o encontro destes dois mundos tão diferentes?
Os autores deste documento apaixonante, simultaneamente de pesquisa e narrativa, percorreram quinze países em busca destes novos colonos: dos campos sacrificados no coração da China às poltronas estofadas a cabedal dos ministros africanos, das florestas ameaçadas do Congo aos karaokes da Nigéria, ao longo dos oleodutos do Sudão e dos caminhos-de-ferro de Angola. O que eles contam é a aventura dos chineses que se lançaram à conquista de uma terra que o Ocidente apenas julgava predestinada a receber ajuda humanitária.


O Safari Chines @WOOK

William Kamkwamba - The Boy Who Harnessed The Wind



A Tv, para além dos livros, permite-nos encontrar estas pérolas: ontem à noite (em Portugal, a entrevista teve lugar no dia 7 de Outubro) no "The Daily Show" um jovem de nome William Kamkwamba, contou a sua história, de como construiu um moinho de vento com o objectivo de ultrapassar a fome e pobreza que existiam na sua aldeia.

A sua história:


A entrevista completa no "The Daily Show":


Para quem se interessou minimamente mas o inglês falha:
Muito resumidamente, William conseguiu cumprir o seu objectivo de construir o moinho (tempo de construção:3 meses), mesmo quando a população da sua aldeia o identificava como o "doido"! Temos também a comparação com o MacGyver, a descoberta da internet
e consequentemente do GOOGLE que este pensava ser um animal. Actualmente, tem uma bolsa para frequentar a African Leadership Academy em Joanesburgo, que tem como objectivo formar futuros líderes da África do Sul.

http://williamkamkwamba.typepad.com/
http://en.wikipedia.org/wiki/William_Kamkwamba

Saramago! Pshh.. cala-te!



O título deste tópico pode dar a entender a ideia contrária do que vou tentar exprimir.
Confesso que não simpatizo muito com o senhor, mas no que toca à polémica do seu livro, Caim, estou do seu lado.

As críticas que tenho ouvido por parte da igreja dão a entender que não se pode falar contra assuntos religiosos. Parece que quando alguém quer exprimir as suas convicções contra uma crença ou algo do género é frequentemente aconselhado a calar-se.

Mas... que raio de coisa é esta?
Uma pessoa não pode dizer aquilo que pensa e exprimir aquilo em que acredita só porque ganhou prémios ou seja pelo que for?

Se os crentes têm o direito a "espalhar a sua fé", porque é que alguém não crente não tem o direito de se "defender"?

Até já houve quem viesse do PSD sugerir que, por este "incidente", seja retirada a nacionalidade Portuguesa a Saramago. Pergunto: por causa de um livro?! Mas onde é que esta malta anda com a cabeça? O homem nasceu em Portugal deixem-no ficar com as cores com que nasceu, ainda que possa ter vindo a arrepender-se. Quantos não há por esse mundo fora, de nacionalidade portuguesa e que simplesmente detestam Portugal. E não é por essas pessoas que Portugal é um país "menos bom", mas sim pelas que cá ficam (e nos governam).

No fundo, acho que o verdadeiro mal reside no facto das religiões basearem-se em livros, testamentos, manuais de instruções, etc. E o mais inacreditável é que, mesmo tendo já sido escritos há centenas de anos (por pessoas!) continuam a ser considerados como "verdades sagradas e incontestáveis". Quando não o são. Desde guerras à custa da religião, ódio resultante de crenças opostas, a repugnância do preservativo e das relações sexuais que tão bem fazem à saúde, etc etc etc.

Um facto: maioria das pessoas precisa de acreditar em alguma coisa que não existe. Consequência: criação de religiões. Passo seguinte: guerras para ver quem adere ao clube do Jesus ou do Moisés ou do Judas ou outro herói. Surpresa: passados centenas de anos, as pessoas continuam a achar que faz sentido acreditar nos manuais de instruções escritos nessa época. Mesmo depois do que a história lhes mostrou (inquisições, guerras, clero/Vaticano a nadar em ouro e o povo na pobreza, e muito mais).

Para fazerem o bem não precisam de acreditar em nenhum herói. Nem seguir o manual de instruções que alguém há centenas de anos escreveu.

Respeito quem acredita seja no que for. Mas também exijo que se respeite quem não acredita e que tenha igual liberdade de expressar as sua opiniões, até porque ninguém é mais que ninguém.

Certo?

PS: ainda não li o livro

http://pt.wikipedia.org/wiki/José_Saramago

Notícias:
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=1396943
http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1396506&seccao=Livros

No Teu Deserto







































Excerto

(…)
- Escrever não é falar.
- Não? Qual é a diferença?
- É exactamente o oposto. Escrever é usar as palavras que se guardam: se tu falares de mais, já não escreves, porque não te resta nada para dizer.
Anos mais tarde, já estava doente, voltei a lembrar-me dessa nossa conversa. Tinha acabado de te escrever uma carta – mais uma, talvez a terceira – que nunca te cheguei a mandar e que destruí depois. E, escrevendo, poupei as coisas que gostaria de te ter dito e que gostaria que tivesses ouvido. Cheguei quase a convencer-me de que bastava escrever-te para tu me ouvires, mesmo que nunca tenha chegado a pôr a carta no correio. Porque era tão sentido e tão magoado, tão distante, o que te dizia nessas cartas, que quase acreditei que tu não podias deixar de me ouvir.
(…)


http://www.wook.pt/ficha/no-teu-deserto/a/id/1989052

"Portugal, Que Futuro?"

"Portugal, Que Futuro?" é um livro. Uma entrevista feita por Eduardo Dâmaso a Medina Carreira.

Talvez este tipo de livros ajudem a pensar mais e melhor sobre o país, perceber o que está a falhar, o que devia ser feito e não o é.
Não são receitas mágicas, mas sim mais uma opinião, um ponto de vista. E dessa forma, quando se quer perceber o que está mal, começar por tentar perceber todos os pontos de vista que já existem só pode ser positivo.

Do que mais se queixam os Portugueses?

Do desemprego elevado, dos salários baixos, das pensões exíguas, da pobreza crescente, dos impostos altos, da "hipoteca" dos endividamentos e do futuro sem esperança.
Há uma única solução para estes males: a "construção" de uma economia mais dinâmica, mais produtiva e mais competitiva.
Para tanto, a próxima legislatura será decisiva porque, se for falhada, como as três últimas, cairemos num período prolongado de empobrecimento.
Em debate com Eduardo Dâmaso, no livro Portugal, Que Futuro?, Medina Carreira formula o seu diagnóstico e esboça algumas "receitas".
Pretende apenas contribuir para um debate que, mais tarde, será inútil.
Para Medina Carreira a "economia" portuguesa é o primeiro, o mais grave e o mais difícil de todos os nossos problemas actuais.
A Democracia de 1976 poderá soçobrar se os responsáveis políticos não souberem enfrentar e vencer, em tempo útil, a doença que mina profundamente a nossa economia.


Medina Carreira - SicNotícias 16/09/2009




http://www.wook.pt/ficha/portugal-que-futuro-/a/id/2159848/filter/
http://odeverdaverdade.blogspot.com/